26 de nov de 2012

I don't speak english very well

A frase "I don't speak english very well" ("Eu não falo inglês muito bem") é frequentemente utilizada entre alguns brasileiros ao entrarem em contato com norte-americanos. Pergunto:

  • Você já ouviu algum norte-americano, europeu, asiático ou africano pedindo desculpas por não falar português "muito bem"? Hum...
  • Os brasileiros precisam pedir desculpas por não falar "muito bem" um determinado idioma? Não. Comunique-se de acordo com suas possibilidades, seja respeitoso mas não se humilhe. Pedir desculpas é certamente um ato nobre mas que precisa ser utilizado em ocasiões de injustiça e pequenos problemas de comunicação não caracterizam necessariamente algo nesse sentido.
A utilização de frases como essa demonstram que a independência do Brasil, no plano subjetivo e certamente em muitos outros planos, ainda precisa ser conquistada.

23 de jun de 2012

O Século da Barbárie

Creio que, no futuro, o Século XX será conhecido como o Século da Barbárie, um momento histórico de efervescência da ciência e tecnologia e, no entanto, com movimentos contraproducentes de barbáries ininteligíveis e inexplicáveis. Talvez também fique conhecido como o século em que a política, a ciência e a tecnologia andaram em total descompasso.

20 de jun de 2012

Responda esquerdinho, hein?!

A educação tradicional nos ensina a responder direitinho às questões que se anunciam. Somente forjando uma educação por uma vida não fascista é que aprendemos a responder esquerdinho.

Estado-nação

Estado-nação é uma forma de organização primitiva adotada por povos que não se reconhecem em uma única identidade, a humana, e por isso carecem de impulsos de inteligência por hábitos de convivência saudáveis e de cuidado (Sorge, em Heidegger) pelo/com o outro. Nesse sistema é negada a evidenciação de diferenças no encontro com o outro e é combatida a potência que se abre como elemento enaltecedor do poder da coletividade.

19 de jun de 2012

Rinhas pós-modernas

Por que as rinhas de animais foram proibidas e as de seres humanos está liberada?
Teria a sociedade optado pela animalização do homem e humanização dos animais?

Deve-se levar a sério um Estado cuja sociedade se orgulha de pontes?


Fotos de pontes em redes sociais. Reação: "Que lindo". Curti.
Fotos de mazelas sociais em redes sociais. Reação: "Terrível". Não curti.
Desliga-se o computador e os postadores de fotos saem nas ruas e em suas instituições de ensino e trabalho reproduzindo as atrocidades e admirando pontes superfaturadas.

Os sujeitos parecem não se dar conta de que são nos "pequenos" relacionamentos no cotidiano que as atrocidades ganham forma e se proliferam, incentivando um fascismo generalizado.

Sim, utilizei o termo relacionamento e não relação. Existem amores e pudores questionáveis que se formam em uma relação com o outro (música, filmes, partidos políticos, pobre, pontes, fotos, poesias, etc).

Deve-se levar a sério um Estado cuja sociedade se orgulha de pontes?
Será que um dia teremos uma sociedade que deseje e trabalhe ativamente pela construção de pontes sociais no cotidiano?

15 de abr de 2012

Cinema é arte? A arte possui nacionalidade?

Cinema é arte?
A arte possui nacionalidade?
Se o cinema é arte e arte não possui nacionalidade, por que esses apontamentos de "este filme é americano", "este filme é brasileiro", "este filme é francês", etc?
Tendenciosidade? A vida é tendenciosa.
Somos um ser-para-a-morte e com a morte, a pré-sença completou o seu curso, disse Heidegger.

Que completemos o curso de nossa pré-sença com a não nacionalidade mortífera-artística do cinema em uma vida sem mim.

27 de jul de 2011

O que é um blogueiro?

Quem publica conteúdos em um blog é um blogueiro?
Quem publica em um site é um sitezeiro?
Quem utiliza um perfil no facebook é um facebookeiro? Ou um faceboqueteiro?
Quem usa um martelo é um marteleiro?
E quem cria galinhas é um galinheiro?


O que define o que você é não é a ferramenta que usa mas o conteúdo/objeto que produz.

4 de jul de 2011

Cotidiano vivido em diversos espaços-tempos sociais


Quantas cobras há em sua mente?
Quantas há em seu cotidiano?
Vamos varrer as cobras de nossas jaulas?
Sim!
Qual é a sua vassoura?

9 de jun de 2011

Viva o fenônemo


É fascinante captar imagens utilizando as novas tecnologias digitais, mas observo que alguns têm exagerado e deixado de apreciar o fenômeno que se passa diante de si utilizando os analógicos olhos humanos.
Viver o fenônemo ou sua captura? É possível viver o fenômeno capturando-o, mas é preciso pausar às vezes e simplesmente apreciar ocularmente o que se passa.
Considero que é preciso parar de ver e passar a olhar: olhar é dar atenção aos detalhes do fenômeno que estão em ação no ambiente; para olhar é preciso obviamente utilizar os olhos e, além disso, é preciso remover os obstáculos que estão entre os olhos e o fenômeno, ou seja, dar uma pausa no uso de dispositivos tecnológicos.
A melhor e mais desenvolvida tecnologia existente na vida é o corpo humano: devemos usá-la bastante pois é efêmera.
Viva o fenômeno!

Sobre o autor

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Professor universitário. Graduado em Pedagogia. Especialista em Educação, Informática Educativa e Gestão e Design Instrucional para EaD Virtual. Mestre em Educação. Doutor em Educação.